"Nunca ninguém nos ouve. Participámos no concurso porque, finalmente, nos deu a oportunidade de dizermos o que pensamos e sentimos." Participante feminina do concurso, 18 anos, Senegal
"HISTORIAS dá visibilidade aos jovens, reconhecendo que eles são uma parte integrante da sociedade e que devem envolver-se mais na luta contra o HIV/SIDA. Uma forma de fazer isso é pedir-lhes que se expressem sobre a doença e sobre a África de hoje e amanhã, nas suas palavras, no seu tom de voz, de acordo com a sua sensibilidade e natureza criativa." Olga Kiswendsida Ouédraogo do Burkina-faso, vencedora do concurso internacional do HISTORIAS em 1997 e 2000, júri internacional em 2008
“Creio que o papel mais importante do HISTORIAS DE AFRICA tem sido o envolvimento dos jovens, a sua participação.... Trata-se de jovens vistos, por vezes, como meros destinatários da informação, mas não geradores dela. HISTORIAS oferece-lhes uma oportunidade para fazerem realmente ouvir as suas vozes, falando sobre a prevenção, o estigma, os cuidados e o apoio, a cultura e algumas das atitudes que levam a comportamentos de alto risco. Por isso, muda as coisas. Na maior parte dos casos, são os adultos a conversarem com os mais novos, mas isto proporciona aos jovens uma oportunidade de partilharem os seus pontos de vista uns com os outros e também com os mais velhos. Por isso, de certo modo, estimulou muito os jovens para que se façam ouvir." Oby Obyerodhyambo, Coordenador Nacional do HISTORIAS no Quénia
"O que acho útil é que os jovens se apropriam da luta contra a SIDA. Reconhecem os perigos do HIV, informam-se, familiarizam-se com os riscos que podem estar a correr. Os jovens envolvidos no HISTORIAS DE AFRICA beneficiam pois aumentam os seus conhecimentos relativos ao HIV e ficam mais bem preparados para fazerem boas escolhas daí em diante.” Thérèse Omari da Fondation Femmes Plus, Coordenadora Nacional do HISTORIAS na República Democrática do Congo
“Um dos aspectos da utilidade do HISTORIAS é que validamos e reforçamos a posição da juventude e a sua criatividade. … Trata-se realmente de uma oportunidade para esses jovens mostrarem a sua criatividade e de a colocarem ao serviço do combate contra o HIV, já que o seu trabalho pode, posteriormente, ser transformado em ferramentas que estarão publicamente disponíveis.” Dr. Fatim Louise Dia Mme Diack, Africa Consultants International, Senegal
“Vivi uma história infeliz com a minha família alargada, em que ambos os pais morreram vítimas da SIDA, deixando para trás órfãos sem meios de subsistência. Foi uma situação difícil. Queria denunciar a forma como as pessoas infectadas com HIV são tratadas, como são humilhadas e espoliadas. O concurso foi uma oportunidade de poder fazê-lo.” Participante masculino, idade 21, Burkina-faso, para avaliador externo
"Permite aos jovens conversar uns com os outros sobre o HIV/SIDA, e isso é muito importante. HISTORIAS DE AFRICA é útil, porque leva os jovens a falar sobre protecção, infecção e estigmatização. Acredito que o HISTORIAS contribuiu muito para a luta contra HIV entre os mais jovens, encorajando-os a reconhecer a gravidade do problema, a pensarem sobre a sua reacção individual à pandemia e a dialogarem com os outros.” Moulaye Ismael Dicko, CESPA, Coordenador Nacional do HISTORIAS no Mali
"Durante o concurso, houve um fluxo interminável de jovens que vinham ao nosso centro de documentação, em busca de respostas para as suas perguntas sobre o HIV/SIDA. Alguns descobriram o nosso centro de documentação pela primeira vez e utilizam-no bem." Representante de uma OBC, Burkina-faso
“Permite às pessoas acabar com tabus, permite ao indivíduo fazer uma reflexão profunda e dizer coisas que nunca tinha expressado verbalmente antes. Escrever assim ajuda as pessoas a libertarem-se do silêncio sobre aspectos das suas próprias vidas.” Eyoum Ngangue, Camarões, Editor-chefe da popular revista para adolescentes Planète Jeunes
"O projecto HISTORIAS DE AFRICA é muito útil para nós no que toca à mobilização dos jovens. Dá-nos uma oportunidade de conversar e trabalhar com eles na criação de histórias. A participação orientada é um método particularmente útil para os envolver em debates e identificar quaisquer falhas de conhecimento ou atitudes que possam ter." Benjamin Mbakwem, CYDI, Coordenador Nacional do HISTORIAS na Nigéria
“Foi mágico ver a comunicação entre os mobilizadores do concurso da PVHS [pessoas que vivem com o HIV/SIDA] e os jovens participantes. Para alguns, foi talvez a primeira vez que falaram com uma PVHS, e foi como se tivéssemos dado um rosto ao HIV. Tudo se tornou real para os mais novos, que fizeram uma série de perguntas. A compaixão era palpável." Alice Kayibanda, RAPSIDA, Ruanda
"O concurso foi uma oportunidade maravilhosa para a criação de sinergias e para a mobilização em torno da luta contra o HIV/SIDA de centenas de associações espalhadas pelo Burkina, particularmente em Ouagadougou e em Dapaong no norte de Togo." Sié Offi Somé, avaliador externo, Burkina-faso e Togo
“Cada um de nós compôs um cenário com base na mesma ideia e, depois, debatíamo-los em conjunto. Os nossos esforços estenderam-se de Dezembro a Fevereiro. Juntámo-nos com frequência para trabalhar na nossa história. Revimo-la muitas vezes, fazendo alterações pouco a pouco, de cada vez que a relíamos.” Concorrentes que participaram integrados numa equipa, Burkina-faso, para avaliador externo
“A minha participação no concurso permitiu-me contribuir para a luta, sensibilizar as consciências sobre a SIDA. Conceber o meu cenário também ajudou a alterar o meu comportamento sexual. Tornei-me mais cuidadoso nas milhas relações com raparigas.” Participante masculino de 24 anos, Burkina-faso, para avaliador externo
“Também tenho a impressão de que as raparigas se fazem ouvir bastante neste concurso. ... Se as raparigas dedicam tempo à escrita, apesar de terem mais tarefas domésticas do que os rapazes e apesar das exigências da escola, isso significa que algo de profundo está a acontecer aqui. Também significa que têm confiança num processo que consideram credível.” Kidi Bebey, Camarões, Radio France Internationale |